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9.11.08

O Papel.

No ano 105 A.C. T’Sai Lun, administrador no palácio do imperador chinês, começou a misturar cascas de árvores, panos e redes de pesca para substituir a sofisticada seda que se utilizava para escrever.
O império chinês manteve segredo sobre as técnicas de fabricação do papel durante séculos.
No século VI, por intermédio de monges budistas chineses, a técnica de fabricar papel chegou ao Japão e um século mais tarde, os árabes obtiveram o segredo desse processo. Aos Árabes, vulgarmente conhecidos por Mouros, então vindos do Norte de África e que conquistaram grande parte da Península Ibérica, tendo permanecido nesta vários séculos, se deve a introdução do papel em Espanha e em Portugal, tendo-se difundido, a pouco e pouco, pelo resto da Europa. Na Europa a técnica de fabricação de papel chegou por volta do século XII, e dois séculos mais tarde já se espalhava por todos os reinos cristãos.
No entanto, só no reinado do Rei Lavrador, cognome de D. Dinis, surgem os primeiros engenhos de fabrico de papel em Portugal, em Leiria, junto ao rio Lis.
Saliente-se que, na Idade Média, em Portugal, como aliás em toda a “Europa Cristã”, o Clero era a classe mais culta, que sabia ler e escrever. Não admira, por conseguinte, que a composição e ilustração dos livros estivesse a cargo do Clero através dos monges copistas. Os livros eram, nessa época da História, copiados à mão e artisticamente decorados com iluminuras.
Actualmente, o nosso país tem boas condições para produzir papel, em virtude de possuir árvores resinosas, como o pinheiro e o eucalipto, importantes para a extracção de fibras utilizadas no processo industrial do fabrico de papel, sendo já as máquinas, em geral, controladas por computadores.
Nos nossos dias, é preciso ter em consideração a obtenção de papel reciclado. De facto, no nosso país, como em muitos outros, há recipientes próprios para se depositar o papel já usado, como jornais, revistas e caixas de papelão. Esse papel já usado é depois encaminhado para postes de recepção e enviado, a partir destes, para fábricas para ser nelas reciclado, dando novamente origem a papel em condições de ser novamente utilizado.